Você já sentiu um cheiro e, de repente, foi parar em outro lugar? Às vezes basta um aroma de bolo, madeira, chuva, perfume, flor ou café para uma lembrança aparecer inteira na cabeça. Vem a imagem, a sensação, a pessoa, o lugar, e, por alguns segundos, parece que o tempo resolveu brincar com a gente.
O olfato tem essa característica muito especial, ele está profundamente ligado às nossas experiências e emoções. Por isso, falar de aromas é também falar de histórias.
Cada pessoa sente um aroma de um jeito
Uma mesma fragrância pode despertar sensações completamente diferentes em duas pessoas. Para alguém, a canela pode lembrar a cozinha da avó. Para outra pessoa, o Natal. Para outra, uma viagem. E para alguém talvez seja simplesmente… canela. Não existe uma resposta certa.
Nosso repertório olfativo vai sendo construído ao longo da vida, junto com nossas experiências. Talvez seja exatamente por isso que escolher um aroma seja algo tão pessoal.
Alguns aromas parecem viajar no tempo
Lavanda, baunilha, madeira, flores, frutas cítricas, especiarias… muitos aromas acompanham a humanidade há séculos e aparecem em diferentes culturas, casas, celebrações e tradições. Mesmo sem perceber, vamos criando associações.
Um aroma floral pode lembrar um jardim. Um cítrico pode trazer a sensação de uma manhã ensolarada. Um amadeirado pode lembrar uma casa antiga, uma viagem ou aquele móvel que estava na família desde sempre.
E há aromas que simplesmente nos pegam de surpresa. Você sente e pensa: “Eu conheço esse cheiro de algum lugar…” O cérebro sabe. Só ainda não contou para você de onde. 😄
Aroma também é ambiente
Quando entramos em um lugar, não percebemos apenas aquilo que vemos. Percebemos a luz, a temperatura, os sons e também os aromas. É por isso que um cheiro pode se tornar parte da identidade de uma casa, de uma loja, de um estúdio ou de qualquer ambiente.
Com o tempo, aquele aroma começa a fazer parte da memória daquele lugar. Talvez você nunca tenha pensado nisso, mas provavelmente existem lugares importantes na sua vida que também têm cheiro.
E onde entra o incenso nessa história?
O incenso é uma das formas mais antigas de levar aromas aos ambientes. Ao acender uma vareta, o perfume vai surgindo aos poucos e se espalhando pelo espaço. Não precisamos transformar isso em algo complicado.
Às vezes é apenas uma pessoa querendo deixar a casa mais gostosa. Outra quer criar um clima especial para receber amigos. Outra gosta daquele aroma enquanto lê. Outra simplesmente acende porque gosta. E está tudo bem, a relação com os aromas não precisa ter regras.
É por isso que existem tantos aromas na Ohana
Na Ohana, gostamos de explorar diferentes caminhos olfativos. Temos aromas florais, cítricos, doces, frescos, amadeirados, especiados e combinações que às vezes são difíceis até de colocar em uma única categoria. Alguns são inspirados em lugares, outros em ingredientes, outros em culturas, momentos ou sensações.
Porque sabemos que uma pessoa pode se apaixonar por um aroma que outra jamais escolheria, e isso torna esse universo muito mais interessante. Se todo mundo gostasse exatamente do mesmo cheiro, nosso trabalho seria bem mais fácil, mas seria também muito mais sem graça. 😄
O aroma que fica na lembrança
Talvez uma das coisas mais bonitas sobre trabalhar com aromas seja justamente essa: a gente fabrica um produto, coloca dentro de uma caixa e envia para uma loja. Depois disso, aquela vareta pode ir parar em uma casa a centenas ou milhares de quilômetros de distância. Pode ser acesa durante uma conversa, durante uma leitura, num domingo tranquilo, num jantar, num momento comum que, anos depois, talvez nem seja tão comum assim. E aquele aroma pode acabar fazendo parte de uma memória.
É por isso que, para nós, incenso nunca foi apenas perfume no ambiente. É também uma pequena parte das histórias que acontecem ao redor dele. Na Ohana, acreditamos que alguns momentos passam, mas certos cheiros sabem exatamente como encontrá-los outra vez.